Medicamentos químicos de subprodutos de bactérias do mar são modificados para uso como potencial droga para combate ao câncer.

Pesquisadores da Universidade da Flórida tem modificado um composto químico tóxico produzido por microorganismos marinhos e implantado com êxito contra modelos de laboratório do câncer do cólon.

Escrito em 31 de agosto em letras da Química de Medicamentos do ACS, medicamentos químicos UF's, descrevem como eles levaram um subproduto geralmente letal de cianobactérias marinhos e tornava mais especificamente tóxicos - às células cancerosas.

Quando os cientistas deram baixas doses do composto aos ratos com uma forma de câncer do cólon, eles descobriram que ela inibiu o crescimento do tumor sem o efeito geral venenoso do produto natural. Mesmo em doses relativamente elevadas, o agente foi eficaz e seguro.

"Às vezes a natureza precisa de uma mão humana para otimizar ainda mais esses produtos da evolução no tratamento de doenças humanas," disse o pHD Hendrik Luesch, um professor de química de medicamentos da UF na faculdade de farmácia. "Baseado no que aprendemos sobre mecanismo dos apratoxinas de ação, sabíamos que esta classe de compostos tinha um grande potencial para uso em terapias anticâncer; no entanto, o próprio produto natural é muito tóxico para se tornar terapêutico."

Os pesquisadores sintetizaram vários compostos de apratoxina que eram similares ao original exceto por pequenas diferenças na composição, projetando um que provou para ser extremamente potente contra as células cancerosas em culturas e em ratos, mas sem a toxicidade esmagadora.

O composto atua como um agente único para reduzir níveis de dois tipos de proteínas que são alvo de laboratórios de pesquisa de câncer em todo o mundo - fatores de crescimento e enzimas chamadas cinases de tirosina, que atuam como receptores para os fatores de crescimento.

Conhecido como apratoxina S4, o composto de tira das células de câncer de cólon sua capacidade de secretar como usar fatores naturais que estimulam o crescimento - algo que o pHD Luesch, pós-doutorado químico Chen Oi-Yen,  e cientista phD assistente Yanxia Liu, diz que é um soco poderoso contra a multiplicação das populações de células cancerosas.

O trio descreve ação dupla do apratoxina pela primeira vez na publicação atual, embora Luesch apresentou as primeiras conclusões em Maio na Academia de Ciências de New York.

"Esta é uma descoberta extremamente interessante que pode ter o potencial para levar a uma nova droga, mas uma quantidade extraordinária de investigação adicional é necessária antes que nós sabemos. Podemos esperar!", disse David J. Newman, D.Phil., chefe do ramo de produtos naturais do Instituto Nacional do câncer, que não estava envolvido na pesquisa. 

"Luesch encontrou um novo composto e um mecanismo original de ação que interrompe a secreção do receptor e o fator de crescimento - tanto quanto sei, este mecanismo só foi mostrado em apratoxina neste momento. Se nada mais, ele nos mostrou uma nova maneira de matar as células tumorais e revelou uma nova química e esses são passos importantes."

Apratoxina é produzido por cianobactérias, microorganismos que evoluíram toxinas para afastar predadores e lidar com condições adversas em um ambiente marinho. Uma grande variedade de espécies de cianobactérias coletivamente conhecidas como algas azuis - um equívoco, porque os organismos unicelulares não são algas ou membros do Reino vegetal - existe no mar e ambientes de água doce.

Como as plantas, cianobactérias convertem a luz solar em energia através de um processo conhecido como fotossíntese. Mas onde plantas usam exclusivamente um pigmento verde chamado clorofila para capturar a luz para fazer comida, cianobactérias também usam um pigmento azulado chamado ficocianina. Além disso, cianobactérias têm a capacidade única de usar a respiração como fotossíntese para adquirir energia, tornando estes organismos minúsculas fábricas de produtos químicos capazes de produzir muitos como - ainda não identificadas moléculas que podem ser úteis para aplicações de saúde.

"Cianobactérias marinhas produzem uma enorme diversidade de compostos," disse Luesch, que também é membro do centro de câncer da UF Shands. "Cerca de metade das drogas anticâncer é baseada em produtos naturais. Todos, mas alguns deles são derivados de organismos terrestres, ainda mais de 70% da Terra é coberta por oceanos, que presumivelmente contêm um número de moléculas terapêuticas com atividades biológicas potencialmente novas. Quando estudamos os efeitos biológicos dos apratoxinas, previmos que seria particularmente útil contra o câncer do cólon se nós poderia ser mais seletivo engenheiro."

Chen sintetizando apratoxinas, Liu realizando as experiências de biologia e farmacologia. Mais trabalho de laboratório é necessário antes de uma droga com base em apratoxina pode ser testada em pacientes com câncer de cólon, mas Luesch acredita apratoxina S4 é o primeiro candidato a mostrar a seletividade de tumor necessários, efeitos antitumorais e potência para ser eficaz. O fundo de oportunidade de investigação UF e o programa de pesquisa de câncer Bankhead Coley apoiaram o estudo.


Tartaruga retorna ao mar após reconstrução do casco


A tartaruga marinha Andre será devolvida ao mar da Flórida, nos Estados Unidos, nesta quarta-feira, depois de ter seu casco reconstruído com tecnologias nunca utilizadas antes em animais.
Andre foi encontrado por banhistas na praia de Juno, em 2010, com o casco rompido e a parte interna do corpo exposta.
Ele foi levado ao instituto de conservação Loggerhead Marinelife Center, onde passou por um tratamento que incluiu uma cirurgia para a recuperação dos órgãos internos e a aplicação de um tecido sintético para proteger o organismo após a cirurgia.
Recuperado dos ferimentos, o animal recebeu implantes feitos por um ortodontista em sua carapaça, para garantir que o tecido se reconstruiria corretamente.
"Precisávamos de algo para criar tensão em algumas áreas da carapaça e movimento em outras", disse a veterinária Nancy Metee, que cuidou de Andre. "A Ortodontia faz isso no crânio humano, então pensei que os implantes pudessem funcionar no casco da tartaruga."
Durante um ano de tratamento, os funcionários do centro Loggerhead registraram o progresso de Andre em seu site. Mais de 200 pessoas em todo o mundo fizeram doações para o tratamento da tartaruga e acompanhavam sua recuperação por uma câmera instalada em cima de seu tanque.
O animal chegou a receber cartões desejando melhoras pelo correio.

A tartaruga marinha Andre será devolvida ao seu habitat nesta quarta-feira,
 depois de ter seu casco reconstruído com tecnologias nunca utilizadas em animais.
Andre foi encontrado por banhistas na praia de Juno, na Flórida, EUA,
com o casco rompido e a parte interna do corpo exposta. 

O animal foi levado ao instituto de conservação Loggerhead Marinelife Center,
onde passou por uma complexa cirurgia. Os órgãos internos de Andre estavam infeccionados e contaminados com areia.

Após a limpeza, a veterinária Nancy Metee, que realizou a cirurgia, implantou
um tecido sintético no casco da tartaruga, que funciona como uma proteção
até que os ferimentos internos estivessem curados.

Na foto acima, os locais onde o tecido sintético foi aplicado são
protegidos com uma espécie de curativo plástico, para que o animal
possa permanecer na água. 

Com o curativo, Andre era monitorado constantemente, para
garantir que estava livre de infecções e ferimentos.
Foi a primeira vez que o material sintético foi usado no
tratamento de um animal.

O cirurgião ortodontista americano Alberto Vargas foi chamado
para reconstruir o casco de Andre. Após criar um molde da carapaça,
o médico fez implantes que pudessem juntar partes danificadas
do caso e separar outras, para que o novo tecido pudesse crescer.

Os pesquisadores tiveram que desenvolver novos tipos de
curativos para assegurar que o casco da tartaruga ficaria
protegido da água durante sua recuperação. 

Em maio de 2011, quase um ano após ter começado o
tratamento, a tartaruga teve os implantes removidas do casco,
que já começava a se reconstruir.

A foto acima, tirada no início do mês de agosto no centro
de conservação na Flórida, mostra o casco do animal
quase completamente recuperado.

Os veterinários consideram que Andre já está pronto para
retornar ao mar. Ele será levado para um local próximo
ao lugar onde foi encontrado.


Fonte: BBC Brasil

Paraíso da Vida Marinha






Uma reserva marinha na costa oeste do México conseguiu quase quintuplicar seu número de peixes em dez anos, segundo um estudo envolvendo várias instituições sob coordenação do Instituto Scripps de Oceanografia, da Universidade da Califórnia, San Diego.
O projeto de recuperação na área do Parque Nacional Cabo Pulmo, no Estado da Baja Califórnia, foi fruto do entusiasmo e dedicação da população local que, incomodada pela devastação do ecossistema, estabeleceu o parque em 1995 e desde então se dedica a protegê-lo.
"As mudanças mais importantes que observamos é que o número de espécies no parque quase duplicou, e o número de indivíduos e seu tamanho, que em conjunto são os quilos de peixes, aumentaram mais de 460%", disse à BBC o biólogo marinho Octavio Aburto-Oropeza, do Instituto Scripps.
"Em apenas uma década, o parque ganhou cerca de 3,5 toneladas por hectare", afirmou.
Segundo o pesquisador, a população da região de Cabo Pulmo decidiu interromper a atividade pesqueira em 1995, e desde então virou o seu “guardião”.
contaminação e da proteção de espécies em perigo, como as tartarugas marinhas", disse.
"Pediram ao governo que declarasse a área como Parque Nacional, e eles mesmos se dedicam a vigiá-lo, cuidar dele em muitos aspectos, principalmente na redução da 

Experiência inspiradora

Cabo Pulmo tem 71 km quadrados e é quase 70 vezes maior que a maioria das reservas estudadas até hoje.
Entre as espécies mais comuns na área estão a garopa do golfo (Mycteroperca jordani), garopa sardineira (Mycteroperca rosacea), pargo cinza (Lutjanus novemfasciatus), pargo amarelo (Lutjanus argentiventris) e cavalinha (Seriola lalandi).
Para os autores do estudo, publicado no site de artigos científicos PLoS One (Public Library of Sciences) , a experiência da reserva é "comovente".
"É surpreendente que as comunidades de peixes em um recife superexplorado possam se recuperar até chegar a níveis comparáveis com os de recifes remotos, lugares prístinos onde nunca ocorreu a pesca humana", avaliou Aburto-Oropeza.
Para o especialista mexicano, o projeto mexicano ensina que o sucesso de projetos de proteção de áreas marinhas começa com a participação e a liderança das comunidades locais.
Aburto-Oropeza diz que a criação de áreas marinhas ao largo da costa mexicana, ou em qualquer região costeira do mundo, pode “elevar significativamente a produtividade dos oceanos, o que pode gerar benefícios econômicos para as comunidades costeiras”.
Por último, avalia, é importante divulgar a experiência de Cabo Pulmo para interessados em outras partes do mundo.
"Poucos legisladores no mundo estão conscientes de que o tamanho e a abundância dos peixes pode aumentar extraordinariamente em muito pouco tempo, a partir do momento em que se estabelece a proteção ambiental e se cria uma reserva marinha", defende.
ecossistemas marinhos e a recuperação das economias costeiras."
"Divulgar o que ocorreu em Cabo Pulmo contribuirá para os esforços de conservação dos 

Fonte: BBC Brasil

Cientistas criam 1º animal com informação artificial no código genético


Verme nematoide modificado (Foto: Jason Chin/Sebastian Greiss/MRC Laboratório de Biologia Molecular)
Depois de modificação, verme brilha quando
colocado sob luz ultravioleta
Pesquisadores de Cambridge (Grã-Bretanha) criaram o que alegam ser o primeiro animal com informação artificial em seu código genético.

A técnica, segundo a equipe de cientistas do Medical Research Council (Conselho de Pesquisa Médica ou MRC, na sigla em inglês), pode dar aos biólogos "controle átomo por átomo" das moléculas em organismos vivos.

O trabalho da equipe de pesquisadores usou vermes nematoides e foi publicado na revista especializada Journal of the American Chemical Society.
Os vermes, da espécie Caenorhabditis elegans, têm um milímetro de comprimento, com apenas mil células formando seu corpo transparente.
Segundo o estudo, o que torna o animal único é que seu código genético foi estendido para criar moléculas biológicas que não são conhecidas no mundo natural.

Genes são as unidades hereditárias dos organismos vivos que os permitem construir o seu mecanismo biológico – as moléculas de proteína – a partir de “blocos de construção” mais simples, os aminoácidos.
Nos organismos naturais vivos, são encontrados apenas 20 aminoácidos, unidos em diferentes combinações para formar as dezenas de milhares de proteínas diferentes necessárias para manter a vida.

Mas os pesquisadores Jason Chin e Sebastian Greiss fizeram um trabalho de reengenharia da máquina biológica do verme para incluir um 21º aminoácido, não encontrado na natureza.

Proteína

Jason Chin, do Laboratório de Biologia Molecular do Medical Research Council, afirma que a técnica tem um potencial transformador, pois proteínas poderão ser criadas sob controle total dos pesquisadores.

Mario de Bono, especialista em vermes Caenorhabditis elegans e que também trabalha no Laboratório de Biologia Molecular, afirma que este novo método poderá ser aplicado em uma ampla variedade de animais.

No entanto, até o momento, esta é apenas uma prova de um princípio. A proteína artificial que é produzida em cada célula do minúsculo corpo do verme contém um corante fluorescente que brilha em uma cor de cereja quando colocada sob a luz ultravioleta. Se o truque genético tivesse fracassado, não haveria o brilho.

Chin afirma que qualquer aminoácido artificial poderia ser escolhido para produzir novas propriedades específicas, e De Bono sugere que esta abordagem agora pode ser usada para introduzir em organismos proteínas criadas que podem ser controladas pela luz.

Os dois pesquisadores agora planejam colaborar em um estudo detalhado de células neurais no cérebro do nematoide, com o objetivo de ativar ou desativar neurônios isolados de forma precisa e com minúsculos flashes de laser.

Fonte: BBC Brasil

Privação de sono leva o cérebro a ficar mais valente e correr mais riscos, mas a cafeína pode minimizar esse efeito


Uma pesquisa publicada nesta semana pelo Journal of Sleep Research aponta que o consumo de cafeína pode amenizar a tendência a comportamentos de risco associados à privação de sono.